Quando um OVNI cai no relógio de Poá e um alienígena decide encarnar Donald
Trump, a vida de um jovem sem rumo se transforma em um mergulho no surreal.
Entre cobranças familiares, uma namorada sufocante e um trabalho que vigia até o
último segundo de sua respiração, ele se vê arrastado para um mundo em que o
absurdo não é exceção — é regra.
Na busca por algum sentido, o jovem cruza com personagens que parecem saídos de
um delírio coletivo: mendigos que filosofam sobre liberdade, religiosos que se
comportam como executivos de multinacionais, ladrões cômicos que zombam da
miséria e figuras grotescas que transformam até a rotina em espetáculo. Cada
encontro expõe, com humor ácido e ironia, o retrato distorcido de uma sociedade que
não para de rir enquanto se afunda.
O Sonho Acabou é uma sátira ousada que mistura comédia, distopia e fantasia para
revelar um mundo onde o sucesso virou cobrança, a mídia virou circo e até o tempo —
nossa última fronteira — foi transformado em mercadoria. É um espelho que provoca
risos desconfortáveis, ao mesmo tempo em que denuncia a alienação, a exploração e o
vazio de uma geração que já não sabe se sonha ou apenas sobrevive.
Mais do que uma crítica, o filme é um convite à reflexão: e se o absurdo não fosse
apenas invenção, mas o retrato mais fiel da nossa realidade? Entre gargalhadas e
delírios, O Sonho Acabou questiona o preço da liberdade.